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Dentro de casa - Autoclismo


Na utilização doméstica de água, as descargas de autoclismos representam uma grande fatia do consumo total (31%).

Os gastos de água com o autoclismo derivam não só das descargas associadas às necessidades fisiológicas mas também de uma utilização inadequada, como sejam as descargas de resíduos sólidos na sanita ou fugas devido à estanquidade deficiente do aparelho.

 

Conselhos para redução de consumo no autoclismo


A redução do volume de descarga do autoclismo é indicada como uma das medidas mais eficientes, sendo em muitos casos implementados programas de substituição alargada de autoclismos.

 

Substituição do autoclismo

Os autoclismos tradicionais têm capacidades que podem variar entre os 7 litros e os 15 litros por descarga. A utilização de autoclismos com descargas de 6 litros tem a sua eficiência provada em diversos países. Sendo as descargas de autoclismo um dos usos mais significativos na habitação, a utilização de autoclismos com descarga de 6 litros em vez dos tradicionais 10 litros ou mais levará a reduções significativas.

Na escolha do novo autoclismo deve-se ter em consideração se estes possuem sistema de dupla descarga, com volumes por descarga de 6 litros e com descarga mínima de 3 litros. Estes aparelhos funcionam de forma adequada especialmente se associados a uma sanita também desenhada para maximizar a limpeza e que arraste com esses volumes de água.

 

Redução do volume de descarga

A redução do volume por descarga num autoclismo existente também pode ser obtida colocando um objecto ou barreira no reservatório (garrafa de água de 1.5 litros) que reduza o volume de armazenamento activo. Deverá, contudo, evitar-se o uso de objectos que deteriorem ou impeçam o funcionamento dos mecanismos

 

 

Adequar o uso do autoclismo

•    Utilizar a descarga de menor volume ou a interrupção da descarga para usos que não justifiquem a descarga total;
•    Colocar os lixos num balde apropriado para esse fim, evitando assim deitá-los na bacia de retrete, bem como a descarga associada.

 

Sanitas sem uso de água


A adopção deste tipo de instalação (sanitas sem uso de água) permite reduzir significativamente o consumo de água na habitação, não sendo preconizada para aglomerados urbanos mas apenas para casas isoladas ou pequenos aglomerados rurais.

As tecnologias alternativas podem ser divididas em quatro categorias principais: sanita com compostagem, com incineração, por vácuo ou químicas. Alguns sistemas propõem ainda a separação da urina para posterior armazenamento, tratamento e utilização como fertilizante. Este tipo de soluções tem sido estudado no âmbito da procura de alternativas mais sustentáveis para as águas residuais urbanas.
Apesar de reduzir significativamente o consumo, esta medida só é viável em casos particulares e requer uma manutenção adequada.

Em termos ambientais, esta solução apresenta benefícios evidentes ao nível da redução de volumes de água e de água residual, não tendo inconvenientes. Caso não sejam seguidos os procedimentos adequados na sua operação e manutenção, poderão haver alguns riscos para a saúde dos utilizadores.

Fontes:
Guia Técnico 08 do IRAR/ERSAR (2006)
Programa Nacional para o Uso Eficiente da Água (2001)

 

Rotulagem

Uma das acções propostas no Programa Nacional para o Uso Eficiente da Água (Resolução do Conselho de Ministros nº 113/2005, de 30/6) foi a rotulagem dos dispositivos de utilização prediais (autoclismos, chuveiros, etc.), no sentido de disponibilizar aos consumidores o conhecimento da sua eficiência hídrica. Propõe-se também que esta medida venha a ter carácter obrigatório, após um período de transição.

A Associação Nacional para a Qualidade nas Instalações Prediais (ANQIP), que engloba empresas, universidades, entidades gestoras e técnicos do sector, tomou a iniciativa de promover a implementação de um processo voluntário de rotulagem (Certificação Hídrica) em Portugal. Este processo iniciou-se com os autoclismos. No entanto, está previsto um alargamento a outros dispositivos, como chuveiros e torneiras. Numa segunda fase, este sistema será alargado às instalações hidráulicas e sanitárias.

A partir de 15 de Novembro de 2008, os autoclismos das empresas aderentes à certificação e rotulagem de eficiência hídrica passaram a apresentar uma classificação, semelhante à classificação de eficiência energética dos electrodomésticos. A rotulagem varia entre o A++ (o mais eficiente) ao E, permitindo ao consumidor distinguir estes equipamentos de acordo com o seu consumo de água.
 



Os dispositivos com classe de eficiência hídrica mais elevada (A+ e A++) terão de ter uma indicação obrigatória no rótulo com um aviso relativo à exigência de performance do equipamento. Este facto deve-se à necessidade da adequação do sistema predial (por exemplo, ângulo do cano) ao volume de escoamento.


Pode consultar a lista de produtos certificados no site da ANQIP.

 

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