O conforto térmico nos nossos lares é extremamente importante para o nosso bem-estar e qualidade de vida.
Para tal, as necessidades de aquecimento e arrefecimento da devem ser evitadas ao máximo.
Assim, planeamento da habitação é o ponto de partida para uma maior eficiência energética na habitação, pela redução dessas necessidades.
Sistemas de Climatização
O conforto térmico nos nossos lares é muito importante para o nosso
bem-estar e qualidade de vida. E para que consigamos ter essa qualidade de vida e bem-estar,
a climatização tem que ser pensada desde o planeamento da habitação.
A qualidade na construção é o primeiro passo para se ter uma casa confortável,
do ponto de vista térmico. A inclusão de sistemas de climatização passivos no desenho da habitação,
a consideração do espaço envolvente, e a escolha da melhor orientação, são fundamentais para se ter
um espaço mais confortável, e reduzir a necessidade de utilização de aparelhos de aquecimento e arrefecimento,
reduzindo a factura de energia, e, consequentemente, a ambiental.
Assim, a utilização de aparelhos/sistemas de aquecimento deve ser considerada somente
quando não se consegue actuar em termos do edifício. Nestes casos, sempre que possível, deve-se optar pela
utilização de sistemas de energias renováveis que já actuam na climatização da habitação.
Com o aumento das populações e a realidade energética que vivemos, os sistemas de climatização passivos devem ser cada vez mais uma realidade inadiável.
Infelizmente tem-se em consideração formas de obtenção de conforto térmico apenas através de equipamentos de climatização que consomem energia sem se considerar a hipótese da construção integrada de sistemas de climatização passivos, que usam técnicas simples de captação de energia renovável, para promover o conforto térmico em edifícios.
Estes sistemas, quando bem dimensionados, são de longe mais económicos do que qualquer outro sistema que recorra a energia eléctrica ou combustíveis convencionais.
Há varias formas de captação de energia renovável através de equipamentos,
a diferença para estes sistemas, é que estes são integrados no edifício, fazendo parte da sua Arquitectura.
E tem como principais vantagens:
vSerem elementos de valor arquitectónico, uma vez que são parte
integrante da Arquitectura do próprio edifício;
vApresentarem uma solução económica, tendo em conta a
utilização posterior do edifício, poupando em equipamentos de climatização;
vPossuírem um maior ciclo de vida, por se tratarem de
sistemas integrados na própria construção.
No entanto, estes sistemas só serão eficazes se forem
considerados ainda na fase de projecto, pois o seu dimensionamento depende directamente da localização
e das condições climáticas da envolvente. Pelo que, não existem formulas nem cálculos generalizados,
sendo ainda as necessidades de aquecimento/arrefecimento, influenciadas também pelo contexto cultural
e pelos materiais disponíveis localmente.
O homem já beneficia do clima para obter conforto no
interior das suas habitações desde épocas remotas. Temos como exemplo em climas quentes, casas
construídas junto a zonas arborizadas, para que beneficiassem de brisas, ou construídas em material
de grande inércia térmica com poucas aberturas para o exterior, para que o calor nunca chegasse a atravessar
as paredes, conservando-se frescas.
As chaminés térmicas, por exemplo, eram muito usadas para arrefecer edifícios: construíam-se altas com o objectivo de serem aquecidas pelo Sol, formando o ciclo convectivo do ar:
O ar quente ascende e arrasta o ar morno que se encontra no interior do edifício, e assim o ar mais fresco que entra para o edifício por aberturas junto ao chão do lado Norte, vai circulando, permanecendo a habitação fresca.
Aliás o conceito moderno de arrefecimento passivo é baseado neste velho método, mas com mais conhecimento e materiais mais adequados.
Estes sistemas são dimensionados basicamente para aquecimento, arrefecimento ou ambos em simultâneo e em qualquer dos casos haverá sempre a preocupação de, depois de ser atingida a temperatura de conforto, esta ser mantida. Aqui é imprescindível as regras de boa prática na construção.
No que respeita ao aquecimento passivo, estes sistemas tiram partido na maioria dos casos da nossa maior fonte de energia (que temos ainda gratuita!) o sol, embora haja técnicas de aquecimento passivo por outras vias.
Em relação ao arrefecimento passivo, os sistemas são mais diversificados, recorrendo a maior parte das vezes à água, vento ou simplesmente o ar. Contudo o maior segredo em técnicas de arrefecimento ainda é o de impedir o aquecimento através do sol.
Assim, o dimensionamento destes sistemas, está directamente dependente de:
O sistema de ganho directo, como a própria designação indica, baseia-se simplesmente na captação da radiação solar para o interior do espaço habitado através dos vãos envidraçados (janelas).
Dado que a propriedade do ar em absorver a energia solar é
praticamente nula, a envolvente do espaço interior (paredes e pavimento) deve ser constituída por materiais
compactos (betão, tijolo maciço) com grande capacidade de armazenamento térmico e cujas superfícies devem
ter um elevado poder de absorção de radiação solar (tons escuros e mate, principalmente para o pavimento).
Só assim se consegue que depois do pôr-do-sol a matéria comece a “libertar” o calor armazenado e o calor
do ar se faça principalmente por convecção natural. Esta energia libertada é agora de onda larga e frente
à qual o vidro se comporta como um corpo opaco.
Desta forma, o vidro comporta-se como a comporta de uma
trama de calor, pois permite a entrada da energia mas não a sua saída.
A janela é pois, um elemento fundamental no contributo da
energia solar para o aquecimento do ambiente de conforto, sendo a sua orientação a Sul e o seu correcto
dimensionamento factores decisivos para a sua eficácia.
Um sistema de ganho directo, só é no entanto coerente
quando dele fazem parte integrante o isolamento térmico nocturno pelo lado exterior do vão (portadas
ou estores), os sombreadores de uso sazonal e os mecanismos de ventilação natural, sem os quais não
poderá ser garantido o controle sobre o seu balanço térmico.
O dimensionamento das janelas de um compartimento deve no
entanto considerar também o factor da iluminação natural, por forma a se evitarem altos custos de
iluminação artificial, que muitas vezes são francamente desnecessários.
Aqui mais uma vez se salienta o facto deste sistema
ter um custo relativamente baixo, dado que, de uma forma geral, se limita simplesmente a um
adequado dimensionamento dos vãos envidraçados, sendo os ganhos conseguidos, na maior parte dos casos,
largamente compensadores.
A captação directa de energia tem como principal
inconveniente a dependência absoluta das horas do sol, pelo que houve necessidade de criar
um sistema acumulador de energia, desenvolvendo-se assim o sistema de ganho indirecto.
Neste tipo de sistema, a captação realiza-se através de um elemento que actua como acumulador de calor. A partir deste elemento o calor é cedido ao interior por convecção e condução, pelo que gera, devido à inércia térmica, um retardo na transmissão e uma amortização na oscilação das temperaturas.
Assim, ao contrário do que se verifica nos sistemas de ganho directo, as propriedades de armazenamento e de inércia térmica das paredes solares não só impedem sobreaquecimento em dias de forte insolação, como possibilitam temperaturas amenas em eventuais dias de fraca radiação. Estas paredes, são, pois, particularmente aconselháveis em climas e zonas com elevada percentagem da radiação directa na estação fria.
Há vários tipos de paredes acumuladoras térmicas, embora a mais conhecida seja a “parede de Trombe”, assim designada por ter sido desenvolvida em França por Felix Trombe. Esta parede, que é basicamente uma diminuta “estufa”, é constituída por um vidro exterior orientado a Sul, uma caixa-de-ar e um muro de grande espessura e densidade, frequentemente de betão, embora também se fabrique em tijolo. A função do conjunto é a captação e acumulação da energia captada pela irradiação solar.
O seu funcionamento é o seguinte: A radiação solar de onda curta atravessa o vidro e aquece o muro, produzindo-se o chamado “efeito de estufa” quando a radiação de onda larga emitida pelo muro não pode voltar a atravessar o vidro, aquece assim o ar que há na zona intermédia entre o vidro e a parede. Este espaço suporta grandes amplitudes térmicas e contribui assim para um ambiente mais ameno no interior do compartimento. No muro existem dois conjuntos de orifícios, um na parte superior e outro na parte inferior, de forma que quando o ar aquece, ascende por convecção natural e, atravessa o muro pelos orifícios. O vazio que se forma na caixa-de-ar succiona, através dos orifícios inferiores do muro, o ar frio que se encontra estático no interior do edifício.
A fim de aumentar a sua capacidade de absorção da radiação solar, a superfície de parede exposta ao sol deve ser pintada de cor escura ou mate, a sua espessura varia consoante o material escolhido: 30 a 40 cm para betão e 25 a 35 cm para tijolo maciço, por exemplo. O painel de vidro deve situar-se entre 10cm e 15cm da parede.
Desta forma cria-se o chamado ciclo convectivo que faz entrar o ar frio do interior do edifício na caixa-de-ar, aquece-o, e volta a entrar no interior do edifício, que faz entrar o ar frio para a caixa-de-ar, aquece-o e volta a entrar no interior do edifício.
Mas parte da energia absorvida pela parede é novamente transmitida por radiação e convecção para o vidro e deste perdida para o exterior. Contra este efeito, pode prever-se a aplicação do lado exterior do vidro um estore, que além de prevenir estas perdas térmicas, devendo para isso ser fechado logo que termine a radiação solar, desactiva a parede de Trombe no Verão, (conservando-se fechado durante este período).
No entanto, há vários tipos possíveis de parede de acumulação térmica, uma vez que o objectivo é a acumulação de energia, este elemento acumulador pode ser em qualquer material que possua massa térmica:
Estes sistemas, cujos princípios térmicos são uma combinação dos que se verificam nos sistemas de ganho directo e indirecto, compõem-se de um espaço fechado coberto de vidro (uma estufa) e de uma massa acumuladora térmica, geralmente constituída pelo pavimento e parede contígua ao compartimento que se pretende aquecer.
A estufa não só proporciona o ganho de energia proveniente da radiação solar directa, como também, sobretudo nos dias de céu encoberto, possibilita ganhos consideráveis provenientes da radiação difusa.
Nos dias frios e de fraca insolação, ou ainda durante a noite, a estufa exerce, em relação ao compartimento contíguo, a função de zona térmica intermediária (zona de tampão), contribuindo assim para a redução das suas perdas energéticas nestas situações. No entanto é imprescindível, a fim de se reduzirem as perdas da estufa directamente para o exterior a instalação de mecanismos móveis de isolamento nocturno, pelo lado exterior da mesma.
O calor captado no espaço da estufa pode ser:
vTransmitido para o interior do compartimento ou compartimentos adjacentes; - através da circulação do ar (ganho directo);
vConservado pela massa térmica da parede contígua aos compartimentos que se deseja aquecer, para posterior aquecimento por radiação (ganho directo).
Esta área de envidraçado a Sul (estufa) deve ser 30% a 90% da área de pavimento do espaço a aquecer, exigindo sobretudo equilíbrio, sem o qual excessos de temperatura ou elevadas amplitudes térmicas terão facilmente lugar. A espessura da parede deve ser semelhante à da parede de Trombe.
O posicionamento correcto da estufa deve ser feito na fachada Sul do edifício, podendo segundo os casos e conveniências da arquitectura interior, variar do canto nascente para o canto poente.
Importa frisar que independentemente dos dispositivos de ventilação e sombreamento para arrefecimento nos dias quentes, deve poder isolar-se a estufa do resto do edifício sempre que se considere necessário, da mesma forma que esta deve ser concebida de maneira a ser “desactivada” na estação quente, para que não se verifiquem temperaturas excessivas, com todos os inconvenientes daí resultantes.
A técnica refrescante passiva mais simples e mais eficaz é ainda, impedir a radiação solar de entrar no edifício. O que se consegue através de:
vO próprio edifício, projectado prevendo este impedimento;
vConstruções próximas que possam proporcionar sombreamento;
vVegetação, plantada para o efeito ou existente, como técnicas de sombreamento;
vToldos, palas e estores colocados do lado exterior do vidro.
Podem ser usados vários métodos para arrefecer uma habitação, isolados ou combinados conforme a situação. Tudo depende do local, clima disponível, materiais, soluções construtivas e claro, custos.
Começamos a apercebermo-nos o quanto é importante considerar estas questões ainda na fase de projecto, pois num edifício existente, os benefícios destes sistemas são facilmente constrangidos pelo desenho do próprio edifício, que pode não ser compatível, sem falar dos custos que estão associados a obras de adaptação.
Apresentam-se de seguida os diferentes sistemas de arrefecimento:
Uma das técnicas de arrefecimento passivo mais eficaz é ainda a de não deixar que o sol penetre nos espaços e os aqueça, o que se consegue através de palas de sombreamento, estores pelo lado exterior do edifício, desenho da própria construção ou ainda através da vegetação.
A colocação de palas e estores exteriores, deve mesmo ser considerado como um suplemento, quando a vegetação é uma impossibilidade. A vegetação, infelizmente tão desprezada por muitos, é um elemento de extrema importância na regularização e equilíbrio das condições climáticas extremas, assim como no estabelecimento de relações microclimáticas tendentes a uma melhor integração do homem no meio geográfico.
As árvores sempre que possível devem ser mantidas, proporcionando, não só um ambiente saudável como também contribuem para o sombreamento e arrefecimento do ambiente.
As cores utilizadas em fachadas e coberturas têm um papel determinante no que respeita ao conforto térmico: as cores claras e matizadas têm a vantagem de não absorver o calor como acontece com cores mais escuras. Se bem que com a evolução tecnológica já existem no mercado tintas absorventes e reflectoras independentemente da sua cor, embora o princípio seja este.
Uma fachada de cor branca pode absorver só 25% do calor do sol, enquanto a de cor preta absorve 90%. Com este exemplo poderá verificar-se como uma simples opção de cor pode influenciar grandemente a quantidade de calor que entra no edifício.
Um outro material determinante na reflexão solar, é o alumínio colocado com a parte reflectora para o exterior, de modo a reduzir a entrada de calor na construção. O mesmo se aplica hoje em dia a vidros com corte térmico, tendo como princípio básico a reflexão de calor solar.
A função do isolamento é a de manter o conforto térmico no interior de uma construção. Por um lado não deixa escapar a temperatura atingida no interior do edifício, por outro lado impede que a temperatura exterior penetre no interior protegendo o edifício.
Para se conseguir este objectivo, o isolamento deve ser colocado no interior de uma parede dupla (sempre junto ao pano interior caso exista caixa de ar ou de forma continuada pelo exterior de todo o edifício.
Existem ainda técnicas de aquecimento/arrefecimento passivos através do chão. Sendo a temperatura à superfície quente nos dias de Verão, ela permanece a uma temperaturas constante de aproximadamente 14º a uma profundidade de 2m, sendo mais baixa no Verão que a do exterior e por sua vez mais quente do que a temperatura exterior no Inverno. Assim é usada para arrefecer no Verão, e para aquecer no Inverno.
No entanto a temperatura da terra varia consoante a profundidade e sofre algumas oscilações nas estações do ano. Embora o princípio se mantenha, pois será sempre mais fresca que a do exterior no Verão e mais quente que a do exterior no Inverno.
Outra das técnicas passivas para arrefecimento é o tirar partido das brisas do vento.
Provocar correntes de ar entre janelas abertas é uma óptima forma de arrefecer e renovar o ar interior. Contudo não vale de nada promover esta circulação de ar se as janelas não forem protegidas pelo seu exterior, para que não se verifiquem ganhos solares que ao contrário, aquecem.
Até mesmo se houver pouco ou nenhum vento, o facto de abrir janelas e deixar entrar o ar já é uma boa técnica de arrefecimento pois promove a circulação de ar. Aberturas junto ao chão e no alto, provocam o ciclo convectivo, o ar morno sobe deixando entrar o ar fresco.
A água é também muito utilizada em sistemas de arrefecimento passivos. A água pode ser transportada ou bombeada por radiadores para proporcionar aquecimento/arrefecimento.
De qualquer modo, qualquer construção próxima da água beneficia de brisas frescas através do processo evaporativo da água e pode daí tirar partido. Em climas áridos onde a água está disponível, o método evaporativo é o método indicado para promover conforto em temperaturas muito elevadas.
Existe uma grande variedade na oferta de sistemas de
climatização, nomeadamente na área do aquecimento, onde existem muitas opções,
desde sistemas individuais móveis, a sistemas fixos, de aquecimento
centralizado ou não.
Aqui vamos apresentar os sistemas que servem para o Aquecimento e/ou Arrefecimento, bem
como as medidas e acções que devemos ter para reduzir a nossa necessidade
destes equipamentos.
A escolha do sistema de aquecimento a ter numa casa, é uma
escolha que requer muita consideração pois vai depender não só das necessidades
de aquecimento mas também muito da real utilização que dele fazemos, quer no
que se refere em termos de tempo e das divisões da casa.
O correcto isolamento da casa é fundamental para um
rendimento eficiente dos sistemas de aquecimento. Numa casa cujas paredes e
tecto não estejam isolados, ou este seja deficiente, qualquer que seja o
sistema de aquecimento que tenha, este nunca vai dar o rendimento nem a
poupança desejados.
Dado que existem equipamentos com as funcionalidades de
aquecimento e arrefecimento, coloca-se a questão das necessidades de
aquecimento/arrefecimento que se tem nas respectivas épocas do ano de forma a
verificar se um sistema com estas duas funcionalidades será o mais vantajoso ou
não. Actualmente o Ar Condicionado já não é o único sistema que tem esta dupla
funcionalidade existindo Pisos Radiantes que têm a mesma capacidade, com a
vantagem de poderem funcionar, pacialmente ou totalmente, através de paineis
solares.
Existem também outros sistemas que a par de aquecerem a
casa também produzem água quente.
Um factor que condiciona a escolha dos equipamentos é a
fonte de energia que cada consumidor tem à disposição na sua casa. Sendo que
praticamente toda a população tem acesso à electricidade, nem todos têm acesso
a uma das formas de energia mais barata: o gás natural.
Estes sistemas são indicados para necessidades de
aquecimento localizadas. São sistemas de fácil mobilidade.
vIrradiadores a Óleo
São dos equipamentos localizados
mais utilizados no aquecimento. A sua capacidade de aquecimento depende do seu
tamanho e potência. Os radiadores de maior dimensão podem ter até 11 barras,
enquanto que os mais pequenos têm somente 5 barras. Normalmente estes
equipamentos oferecem pelo menos três níveis de potência (pela combinação de 2
interruptores), para adequar às necessidades energéticas de cada altura, sendo
normalmente necessário a maior potência para uma elevada necessidade de
aquecimento, e depois uma potência mais baixa para manter a temperatura. A
existência de um termostáto no equipamento é muito importante para manter a
temperatura ambiente constante depois de atingir a temperatura seleccionada,
fazendo com que o aparelho desligue quando atinge a temperatura desejada e
volte a ligar quando esta baixa, poupando energia.
Mais recentemente estes
equipamentos começam a ter outras funcionalidades, que contribuem para um maior
conforto (a presença de um programador para ligar o aparelho a uma hora
desejada, por ex.), e permitem funções adicionais (toalheiros adaptáveis, que
permitem secar toalhas sem por em risco o funcionamento do equipamento).
vIrradiadores de Infravermelhos
Este equipamento produz calor
intenso muito rapidamente, mas muito localizado. Assim, o seu uso não é
indicado para grandes áreas.
vAquecedores a Gás
A existência de um sistema de
segurança é um factor muito importante a considerar, pois permite que o
aparelho se desligue automaticamente se existir uma concentração excessiva de
gases e/ou se a chama se apagar acidentalmente.
A necessidade da botija de gás no
seu interior, que torna este equipamento extremamente pesado, faz com que seja
muito importante ter também em atenção a existência de rodas que permitam uma
boa mobilidade, e de pegas.
vConvectores
Existem convectores com as funções
de fluxo de ar quente e de ar fresco, consoante as necessidades de
climatização.
Alguns possuem uma ventoinha que
permite espalhar melhor o ar à saída. A análise do nível de ruído produzido por
estes equipamentos é muito importante.
Estes aquecedores podem ser
utilizados por longos períodos.
vTermoventiladores
Estes aparelhos também possuem a
função de fluxo de ar quente e de ar frio. Aquecem rapidamente o ambiente. É
importante que estes aparelhos tenham um termóstato de segurança para evitar o
sobreaquecimento, sendo por isso recomendados para curtos períodos de tempo. É
importante ter ainda em atenção o nível de ruído do equipamento.
vAquecimento de halogéneo
Estes equipamentos são verticais e
possuem um movimento oscilatório para distribuir o calor. Estes equipamentos
têm um consumo relativamente elevado de energia. Estão equipados com um sistema
automático de corte de energia em caso de acidente.
vBraseiras e Escalfetas
Estes equipamentos, devido à sua
reduzida potência, são indicados para aquecer espaços pequenos. Costumam ser
utilizados para aquecer os pés.
Um factor que é preciso ter em conta se escolher um
sistema de aquecimento central que funcione a gás, é as necessidades de
depósito do combustível necessário, caso não tenha acesso a Gás Natural na sua
área de residência, ou caso o equipamento funcione só com outro gás.
Muitas das caldeiras que proporcionam o aquecimento
central, também permitem fazer o aquecimento das águas sanitárias, permitindo
ter duas funções de conforto num único equipamento, e com um único
investimento.
As águas sanitárias podem ser aquecidas directamente (a
água vem directamente da rede de abastecimento para a caldeira) ou
indirectamente (a água entra no acumulador, onde é aquecida em contacto com o
permutador do acumulador, nunca entrando em contacto com a água aquecida pela
caldeira que se encontra dentro do permutador).
Estes sistemas devem ser montados nas paredes exteriores,
normalmente debaixo das janelas, ou ao seu lado, quando estas são até abaixo,
no interior do qual circula água que é aquecida numa caldeira. Assim, o
aquecimento central é constituído basicamente pelo gerador de calor (a
caldeira), os emissores de calor para o ambiente (os radiadores), o sistema de
transporte da energia para os radiadores (que foi transformada na caldeira) e o
sistema de controlo.
Estes sistemas, nomeadamente os de alumínio apresentam uma
baixa inércia térmica, comparado com outros sistemas, o que permite ter uma boa
capacidade de regulação.
Este sistema de aquecimento está projectado para tirar
proveito do tarifário bi-horário, em que acumula calor durante o período de
vazio, tornando-se mais económico para o utilizador e retirando necessidades de
energia às horas de maior consumo de electricidade. Não precisa de
pré-instalação, ligando-se a uma tomada de uso geral.
Existem acumuladores estáticos e dinâmicos:
- Os acumuladores estáticos são mais adequados para habitações
com necessidades permanentes de aquecimento, mas sem importantes perdas de
calor. Em divisões em que o controlo exacto da temperatura não é importante
(corredor, hall, cozinha, zonas de passagem) este é o tipo recomendado.
- Os acumuladores dinâmicos possuem uma melhor regulação
que os estáticos, recomendando-se assim este tipo de acumuladores quando se
pretende um controlo mais preciso e rigoroso da temperatura. É recomendado para
salas e escritórios. Estes acumuladores possuem um pequeno ventilador que
provoca a movimentação do ar. Possuem ainda uma resistência auxiliar no caso de
necessidade extrema.
Estes sistemas começaram por ser concebidos para gerar ar
frio, mas actualmente existem muitos modelos que produzem tanto ar frio como ar
quente. Presentemente a função de desumidificar também está presente na
generalidade dos equipamentos.
Na função de aquecimento é preciso ter em atenção a
energia eléctrica consumida para a quantidade de calor produzido.
Estes equipamentos nem sempre fazem uma renovação do ar,
apenas o ventilam, por isso a presença de um bom sistema de filtragem é
essencial para que não se verifique uma deterioração do ar.
A capacidade calorífica é sempre superior à capacidade
frigorífica
Indica o coeficiente de rendimento (COP ) e traduz a
relação entre a energia
(térmica) produzida pelo aparelho e a energia eléctrica
absorvida (consumida)
para o efeito. Quanto maior for este valor, mais eficiente
será o aparelho, logo
menores custos operacionais. A grande maioria dos
aparelhos têm um valor de
COP superior a 3. Quanto mais elevado for o COP melhor
será a eficiência energética.
No caso de optar por este tipo de equipamento tem que
pensar nas opções que se apresentam: um sistema com duas componentes ou só uma,
e se quer um equipamento móvel (tenha em atenção o peso do equipamento) ou não.
Na escolha de uma lareira os primeiros pontos a considerar
é se pretende uma lareira aberta ou fechada, e com recuperador de calor ou não.
A presença de um recuperador de calor torna o uso da
lareira mais racional, pois permitem uma queima controlada da madeira,
economizando matéria-prima e tendo uma irradiação de calor superior às de
queima aberta.
A escolha do material da lareira e do instalador é de extrema
importância.
Lâmpadas
As lâmpadas mais económicas são as fluorescentes tubulares e as fluorescentes compactas, que emitem a mesma luz que uma lâmpada incandescente convencional, gastando menos 80% de energia.
Durante o séc. XX os consumos mundiais de energia cresceram de forma exponencial, sendo que em 1998 o consumo era superior a 6 vezes o consumo de 1950.